Grupo “Rap da Unilab” faz primeira apresentação no Campus da Liberdade

Grupo de Hip Hop

Grupo de Rap da Unilab se apresenta no Campus da Liberdade no próximo dia 18

Neste sábado (18), às 18h30, o Grupo “Rap da Unilab” fará sua primeira apresentação no Pátio Administrativo do Campus da Liberdade, em Redenção, no Ceará. Projeto de Extensão da universidade sob a coordenação da professora Ana Lúcia Silva Souza, pró-reitora de Extensão, Arte e Cultura, o grupo é formado por 17 estudantes de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, com músicas autorais, sejam individuais ou coletivas.

Integrante do grupo, Feliciano Djú

Integrante do grupo, Feliciano Djú

O grupo surgiu em janeiro deste ano, durante a Ação Movimenta, evento que a Unilab reúne artistas da universidade e entorno. “Alguns deles já vieram ao Brasil com experiência, eram cantores de hip hop em seu país. A partir do Movimenta começaram a se agregar, tanto que ainda hoje o grupo está em processo, recebendo novos membros. São ensaios e reuniões semanais e encontros com a coordenadora, pois, por se tratar de um Projeto de Extensão, visa a formação dos estudantes e o debate de questões de identidade e linguagem”, explica a articuladora de Arte e Cultura da Proex, Vanéssia Gomes.

Carla Pereira.

Carla Pereira

O estudante guineense do curso de Ciências da Natureza e Matemática, Feliciano Correia Djú, chegou à Unilab em maio deste ano e foi convidado a participar do projeto. Ele já era conhecido por sua atuação no hip hop, tendo conquistado em 2011 o título de melhor cantor do ritmo musical em seu país.

Engajado, Feliciano destaca sua luta em prol dos direitos das crianças e como isto se relacionou ao hip hop. “O hip hop é muito importante na minha vida, é a maneira de divulgar as minhas mensagens e entrei nisso para defender os direitos das crianças. Sou conhecido no meu país como o cantor que canta pelas crianças”, conta.

Também da Guiné-Bissau, Carla Pereira tem 11 músicas em idiomas diferentes, como francês, português, inglês, criolo, manzaca e ólofh. A estudante perdeu os pais ainda criança e considera o hip hop uma maneira de mitigar a dor da ausência. “As minhas músicas sempre conseguem curar as feridas que nem os médicos do mundo conseguem curar. Não escrevo as músicas só pra mim, mas pela vida e pela natureza”, destaca. As composições falam sobre a África, o mundo atual e a violência contra as mulheres.

Fonte: ASSECOM/UNILAB

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